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SELETIVAS PAN 2007 – PARTE I
21/03/2007
Foram realizadas em fevereiro e março, as seletivas para definição dos atiradores e atiradoras que formariam a equipe brasileira para o XV Jogos Panamericanos, no Rio de Janeiro.

Sobre este evento tão importante, algumas reflexões decorrentes da luta, do sofrimento, da alegria , da tristeza, da busca pela vitória, do enorme desafio proposto mesmo para os mais experientes atiradores entre nós.

Durante o transcurso de 2006, muito se ponderou sobre a fórmula das seletivas. Foram discussões francas e interessantes pelo festival de argumentações que defendiam o que dirigentes e atiradores entendiam como ser os melhores critérios para escolher a equipe.

Propostas de abrir ou não as seletivas para todos, locais, datas e formatos das mesmas foram discutidos e o que podemos dizer é que critérios sempre podem ser relativos, mas no fim das contas o processo se mostrou eficiente e com alguns percalços naturais, transcorreu muito bem e dentro de um clima de respeito e cordialidade entre os atiradores.

O critério consistiu em se realizar quatro provas em cada modalidade de bala, valendo os três melhores resultados. Nenhum resultado anterior de ranking serviria nesta contagem, que partiria do zero para todos. O Ranking então só foi utilizado para definir ao final de 2006, quais seriam os 5 atiradores de cada modalidade que fariam parte das seletivas. Ainda assim, seria necessário de acordo com os critérios da CBTE, que os atiradores possuíssem o “índice américa”, outro controverso “parâmetro” e que fez com que algumas modalidades só tivessem quatro participantes na disputa e até mesmo um caso como a carabina 3 posições feminina, onde só havia uma atiradora com o “índice américa” e portanto já estava convocada para o Pan.

Outra “novidade” finalmente implementada foi a inclusão das finais na contagem dos pontos para as seletivas. As finais no tiro olímpico existem desde 1986 e somente vinte e um anos depois, o Brasil seleciona sua equipe considerando a luta final dos últimos dez tiros. Um avanço tardio, mas espera-se que permanente.

Houve alguns protestos em relação a inclusão de finais. Mas no fim prevaleceu o correto, uma vez que há vinte e seis anos, nas principais provas internacionais do Tiro Olímpico, as medalhas só são entregues aos que enfrentam as finais e a enorme pressão que elas proporcionam.

Não vai ser diferente no Pan. Por mais difícil que seja a luta face as potências do norte e do sul, o atirador brasileiro estará lá sabendo que o caminho em busca do seu sonho, passará pelo enfrentamento de um final. E assim seja.

As primeiras provas foram em Timbó, simpática cidade do interior de Santa Catarina. Equipe concentrada no hotel, estande excelente e lá foram os atiradores, mal iniciado o ano, começar a marcar seus pontos.

Como era de se esperar, muita tensão no ar. Alguns com vários Pans no currículo e até medalhistas, outros buscando o seu primeiro, mas a grande maioria já com bastante experiência em eventos internacionais, todos em busca do seu sonho de conseguir uma vaga neste mega evento.

As provas transcorreram bem, alguns resultados altos, outros nem tanto. Começavam a se delinear os dramas pessoais em cada modalidade em disputa.

A realização de finais mudou um pouco a rotina a qual estavam (mal) acostumados os nossos atiradores e muitas “vantagens” mudaram de mãos durante as mesmas.

Esse início deu o “tom” da disputa. Atiradores se medindo e especulando. Uma velada guerra de nervos era travada em comentários inocentes...Fazendo parte do jogo, mas em geral muito bem administrada por conta da longa vivência dos atiradores com as competições.

O Hotel de Timbó possuía uma pequena piscina e o calor do verão catarinense convidava a um mergulho no fim do dia , quando todos podiam relaxar para as próximas provas.

Terminadas as provas de Timbó, os atiradores foram para Curitiba, onde dali a uma semana, enfrentariam-se novamente. Durante esta semana, seriam ministrados treinamentos em conjunto para os atiradores que puderam se afastar de suas casas e do seu trabalho.

Foi uma semana de intenso treinamento, uma experiência boa e até certo ponto quase “surrealista” de ver os principais atiradores do Brasil, todos juntos treinando. Também este um acontecimento que se desejaria ver-se repetido.

Fato interessante ocorrido e que mostra a grande “distância” entre os atiradores, foi uma questão de transporte. O belo estande do Clube Santa Mônica ficava muito longe do hotel e só se dispunha de um único ônibus. Alguns atiradores, principalmente os que só estavam disputando uma modalidade, solicitavam a volta mais cedo para o hotel enquanto outros reclamavam por mais tempo de treinamento. Foi bom para os atiradores entenderem-se e conhecerem melhor as necessidades uns dos outros, o que serviu de lição (assim se espera) para estimular o espírito de equipe entre os atletas.

As provas aconteceram também em bom clima e com mais estes resultados, novamente a especulação e os dramas revelavam mais ainda a extrema vontade de todos em brigar pelas vagas. A tensão era evidente nos comentários e reações mal disfarçadas de todos.

Finalizada esta primeira fase, teríamos cerca de um mês de intervalo até as próximas e decisivas provas.

No próximo artigo, as provas de Resende e Rio, o drama da definição dos classificados.
por Fábio Coelho
Fabio Coelho é praticante do Tiro Olímpico de Carabina desde 1981. Foi membro da equipe brasileira de 1985 a 2008 tendo participado de várias competições internacionais com destaque para a inédita medalha de bronze na Carabina de Ar, conquistada nos Jogos Panamericanos de Santo Domingo, República Dominicana em 2003.
fcoelho@ig.com.br
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