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COLUNAS DO TIRO
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SELETIVAS DO PAN 2007 – PARTE II
25/04/2007
Ao final das duas primeiras etapas das seletivas para os Jogos Panamericanos do Rio, realizadas em Timbó/SC e Curitiba/PR os resultados apresentados já configuravam especulações de todos os tipos. Com apenas um “descarte”, ao menos um dos resultados feitos até o momento valeria para a contagem final.

Tivemos cerca de um mês até as próximas provas que se realizariam na AMAN em Resende e na Escola Naval e Fluminense, no Rio de Janeiro. Restava ao todos treinar o melhor que pudessem para tentar confirmar suas posições ou reverter desvantagens conforme o caso.

Tudo poderia acontecer. Em todas as modalidades não era possível antecipar classificados, dado o equilíbrio que se verificava e mesmo as possibilidades de recuperação dos mais desfavorecidos pelos primeiros resultados, face aos seus últimos desempenhos na temporada passada.

Mas o Tiro tem essas incógnitas. O belo resultado de ontem, não teria utilidade nenhuma se o atirador não fosse capaz de demonstrar nestas quatro provas, sua superioridade em pontos para garantir uma vaga na equipe do Pan.

Muito mais do que sorte, todos sabiam que era preciso o principal componente para proporcionar resultados vencedores. Ele, o “equilíbrio emocional” seria vital pra lograr o sucesso.

Uma vez que tecnicamente, mesmo uns tendo um pouco mais ou menos oportunidades de treinar do que seus pares, possuíam o mesmo nível de rendimento e no final o que iria definir as vagas seria o enfrentamento da pressão, agora finalmente com a inclusão das finais, a fazer a diferença.

Em Resende, as provas não fugiram de seu lugar comum e a pressão fez sua parte, fazendo algumas vítimas (de falta de auto-conhecimento, estratégias, preparação mental?) Só que agora já eram 3 resultados e só restaria uma oportunidade para reverter a situação, o que provocou ainda mais especulação sobre os “Já classificados...” e os “fora do Pan...” . Começava a se observar comportamentos e estratégias (ou falta delas) que demonstravam falhas até primárias levando-se em consideração a experiência de todos. Falta de pensamento positivo, desânimo e até mesmo mudar coisas no equipamento, na hora da prova, ajudando a “tranqüilizar” o adversário...

Muitas vezes, mesmo em tom de brincadeira, comentários eram cruéis. Mas infelizmente o esporte precisa deste processo de seleção e não restava outra opção ao verdadeiros esportistas, de continuarem absolutamente focados em terminar com toda garra a sua missão. Naturalmente que os que por ventura não conseguiram lidar com seus sentimentos de insucesso iminente, tiveram mais este obstáculo a enfrentar e os que eventualmente “desistiram” talvez precisem repensar suas visões do que é ser um membro de uma equipe nacional.O Já ganhou também se espalhava como um veneno no ar. Nesta hora, toda a experiência era fundamental. Quem planejou criteriosamente como proceder e até como pensar, levou alguma vantagem.

Assim passou uma curtíssima semana até o derradeiro final no Rio de Janeiro. O que fazer? Descansar? Treinar mais forte ainda? Cada um procurou seu caminho e não haveria mais tempo a perder com o que tirasse o foco na reta final.

Na Escola Naval, as provas de carabina e pistola de ar. As provas transcorreram bem, sendo que o maior drama ocorreu na pistola de ar feminina, onde desde a primeira seletiva, as colocações se alternavam tremendamente e no fim, a classificação só ficou definida com a última final da última prova.

No Fluminense foram realizadas as provas de bala. Apesar das grandes expectativas de todos, os resultaram ratificaram os prognósticos da terceira seletiva e não houve muitas surpresas.

Nas modalidades de bala, assim foram definidas as vagas.

Ao final desta empreitada, muitas lições a serem aprendidas. Erros de estratégia, falta de uma “visão global” sobre o desafio a ser enfrentado tiveram seu preço. No fim das contas a equipe está selecionada com os que conseguiram “sobreviver” à tremenda pressão de ter que se medir com seus colegas. Certamente que todos os atletas que disputaram as seletivas, saíram delas melhores atiradores do que entraram.

Algumas críticas podem ajudar a aperfeiçoar o processo. A seletiva de Curitiba poderia ter sido antes da de Timbó, por conta da enorme perda e tempo, restrições de transporte e capacidade do estande. A “semana de treino” poderia ter sido melhor aproveitada. A valiosa presença de um técnico revelou a sua importância para aglutinar a equipe e também a necessidade de mais profissionais ou pelo menos, mais um técnico especializado em armas longas. Este trabalho tão importante, ficou prejudicado principalmente na AMAN, onde as distâncias entre os estandes tornavam impossível a assistência adequada por um homem só. O “anti-climax” na AMAN foi a decepcionante impossibilidade de ser utilizar os alvos eletrônicos que lá estavam instalados mas inacreditavelmente como foi informado, possuem uma “caixa-preta” que impedia a correta e segura configuração dos mesmos.

A realização da última seletiva no Rio junto com uma Copa aberta a todos os atiradores foi interessante do ponto de vista de poder criar uma maior movimentação do Tiro. Os resultados desta competição “mista” já valeriam para o ranking nacional.

A escolha dos atiradores para as seletivas, obedeceu rigorosamente aos critérios estabelecidos mas que poderiam ter sido mais bem elaborados de forma a aproveitar os atiradores escalados, permitindo que os mesmos atirassem em todas as modalidades que desejassem, uma vez que já estavam no grupo e isto além de não implicar em custo adicional para a organização, poderia ter dado mais brilho e oportunidades à disputa.

A opção por não realizar as seletivas de carabina 3x20 feminina poderia ter sido excepcionalmente revista por que tirou a grande oportunidade de nossas atiradoras de participarem de um processo rigoroso que seria de muito mais “valor” técnico do que deixar uma atiradora simplesmente pré-classificada e as outras de fora, agora lutando para conseguir o controverso “índice américa”, criando uma situação de relatividade por conta das oportunidades que cada atiradora terá para tentar este índice e pior ainda, prejudicando potencialmente a já “pré-classificada” que não teve a chance de colocar os nervos à prova como todos os demais. Agora, se nenhuma conseguir o “índice” a situação fica extremamente constrangedora por que por um lado, não preencher a vaga restante num Pan dentro de casa,é desperdício e por outro lado, resolver escalar no último minuto para esta vaga, mas sem que a atleta tenha conseguido o índice é quase um desrespeito a todos os outros atiradores que tanto lutaram e se sacrificaram por suas vagas.Uma situação incômoda e que poderia ter sido evitada. Melhor torcer para que nossa atiradoras consigam este “índice” e possam escrever uma história mais “esportiva” para a modalidade.

Mas a perfeição é algo quase impossível e temos que parabenizar a organização que funcionou bem e certamente acumulou as experiências para realizar seletivas deste nível ainda melhores.

Enfim, parabéns também a todos os atiradores, vencedores ou não, classificados ou não. Os melhores atiradores do Brasil se enfrentaram em clima de respeito. Dois recordes brasileiros superados, um no Tiro Rápido e outro na Carabina de Ar masculina com final. Só quem esteve nesta batalha pode entender o significado de seu sacrifício em nome do esporte. Mesmo os que desafortunadamente não conseguiram, sabem que faz parte da natureza do esporte. Ganha-se e perde-se hoje ou amanhã. A jornada é que faz a diferença.

Agora é pensar no Pan. A equipe selecionada deverá treinar o mais e melhor que puder. Já sabemos que todo o apoio será tardio, pois em somente quatro meses entre o final das seletivas e os jogos, não será possível ficar “esperando” por apoio e sim tratar de treinar. O que vier é lucro. Nossa experiência só sugere uma única coisa.

Preparem-se o melhor que puderem, lutem até o fim e sejam felizes.
por Fábio Coelho
Fabio Coelho é praticante do Tiro Olímpico de Carabina desde 1981. Foi membro da equipe brasileira de 1985 a 2008 tendo participado de várias competições internacionais com destaque para a inédita medalha de bronze na Carabina de Ar, conquistada nos Jogos Panamericanos de Santo Domingo, República Dominicana em 2003.
fcoelho@ig.com.br
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