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VIII COPA SÃO LUÍS
03/07/2007
Realizou-se no período de 22 a 24 de junho de 2007 a 8ª edição da Copa São Luís de Tiro Esportivo, com uma expressiva participação de 91 competidores. Foi também a última apresentação dos atiradores selecionados do tiro à bala antes do Pan do Rio de Janeiro.

Se considerarmos que a maior copa nacional do Brasil – Torneio Tenente Guilherme Paraense, organizado no magnífico Polígono de Tiro da AMAN, teve somente 396 inscrições enquanto a VIII Copa São Luís contabilizou 590 inscrições, este fato, por si só, vem ratificar o interesse que esse evento desportivo tem despertando nos atiradores de várias federações ao longo dos anos e a atual posição de destaque da Federação Maranhense de Tiro Esportivo.

Para explicar este fenômeno temos que nos reportar a um passado não muito distante, precisamente o ano de 1998, quando um grupo de atiradores maranhenses compareceu às provas da Copa Fortaleza e à Copa Mr Gun de Tiro. Convém ressaltar que esses eventos desportivos promovidos no final da década de 90 pela Federação Cearense, foram a fonte inspiradora para aqueles competidores se iniciarem no Tiro Esportivo, aprendendo a técnica e a organização de provas.

Se na época lhes faltava a experiência e estande de tiro, sobravam, no entanto, aos atiradores maranhenses a ousadia, coragem e vontade de fazer. Assim, desde as primeiras copas deram provas de sua competência e capacidade de mobilizar e aglutinar atiradores em torno de um ideal desportivo. Contando com o apoio do Exército Brasileiro, por intermédio do 24º BC que cedeu suas instalações e estandes e com o soerguimento do Clube CAPETIM, promoveram em 1999 o I Campeonato Brasileiro de Provas Especiais, com uma programação bem simples e voltada para os atiradores iniciantes que utilizavam armas nacionais. Devido ao sucesso dessa copa, o grupo se animou e organizou a I Copa São Luís em 2000, com um calendário de provas mais diversificado.

Estava dado o primeiro passo. A cada ano que se seguiu, este mesmo grupo foi ampliando o número de modalidades na sua programação, tornando os eventos cada vez mais atraentes, com um número crescente de participantes e com diversidade das provas disputadas.

Não podemos esquecer também a importância do apoio da NORSEGEL ao Tiro Maranhense e Nacional, fornecendo abrigos desportivos para a CBTE e colaborando com as copas São Luís. Foi muita valiosa e oportuna a participação da Empresa nos projetos da federação.

A par disso, alguns atiradores se interessaram pelas provas olímpicas e trataram de investir na compra de armas e equipamentos, todos caros e importados, e em pouco tempo estavam participando de provas em outros estados. Convém ressaltar a importância do atirador catarinense Luiz Bork, que com muita paciência e dedicação ministrou treinamentos e transmitiu a técnica de armas longas aos novos carabineiros maranhenses.

Mercê desse movimento que se desenvolveu de uma forma rápida e consistente, tornou-se possível a melhoria da técnica nas copas locais e interestaduais. Graças à visão e apoio da Presidência da CBTE, esses novos atiradores foram convocados para competir em provas internacionais, adquirindo a experiência necessária para o seu crescimento e o desenvolvimento do Tiro Esportivo no Maranhão. E não fizeram feio... Bons resultados e medalhas foram conquistadas no exterior.

A partir de 2003 tornou-se evidente o crescimento do Tiro Maranhense: na IV Copa São Luís foram registradas 545 inscrições, que, juntamente com a realização simultânea do XXXVI TNNE, alcançou a notável marca de 850 inscrições.

Mas, qual o segredo para que uma Federação do Nordeste pudesse superar federações consideradas mais importantes, mais antigas e dotadas de melhor infra-estrutura e recursos?

A resposta está na simplicidade, criatividade, garra e espírito de união que tornou a Federação Maranhense uma nova referência Nacional e um exemplo para as demais entidades, com uma gestão empresarial e voltada exclusivamente para área esportiva, procurando cada vez mais fazer uma copa melhor do que a anterior. Valendo-se de uma organização de baixo custo, porém sem se descuidar da parte técnica, conseguiu o inusitado feito de colocar funcionando, simultaneamente, seis linhas de tiro, com modalidades olímpicas, tiro ao prato (trap), tiro prático e provas especiais, com arbitragem local e contando com mais quatro árbitros “importados” do Ceará.

No Congresso técnico da VIII Copa, o Diretor Administrativo da Confederação Brasileira de Desportos Universitários (CBDU) – Sr Alim Maluf - fez um importante pronunciamento sobre o funcionamento da Confederação e a possibilidade da participação de jovens universitários no Tiro Esportivo, ao sugerir a inclusão de provas de tiro nos campeonatos Universitários.

Anteriormente, devido à iniciativa do Presidente da FMTE, foi ministrado um Curso de Arbitragem para alunos do Curso de Educação Física do UNICEUMA, sensibilizando os alunos e chamando a atenção para o Tiro Esportivo. Essa duas ações poderão estabelecer um novo salto de qualidade para o nosso esporte.

A atual direção da Federação Maranhense, atendendo ao desejo de atiradores e familiares, resolveu dar um novo colorido às copas São Luís, incluindo eventos culturais associados às competições desportivas, como a apresentação do “bumba boi do Maranhão” e a alegre e descontraída cerimônia de encerramento, com a entrega de medalhas seguida de um jantar de congraçamento. Tudo no melhor bom gosto e simplicidade...

Hoje, a Federação Maranhense encontra-se num agradável dilema. Quisera que todas as federações vivessem o mesmo problema. As copas cresceram tanto que a quantidade de atletas está extrapolando a capacidade física dos dois estandes. Esse fato com certeza fará com que o mesmo grupo repense a posição de destaque alcançada e parta para novos desafios: aumento dos estandes do CAPETIM; climatização do estande de ar comprimido; formação de árbitros locais, utilizando alunos do Curso de Educação Física da Universidade; busca de novos patrocínios; busca de novos clubes e associados, como o pessoal entusiasmado de Imperatriz e Açailândia, etc. Tenho certeza que os demais atiradores de outras federações estarão torcendo para que novas metas sejam alcançadas.
por Eduardo Ferreira
Recordista e campeão brasileiro de armas longas da CBTE e das Forças Armadas. Ex-vice-presidente da CBTE e da federação do DF, ex-presidente das federações do RJ e CE, e diretor das federações da PB e RS. Autor de "Arma Longa", "História do Tiro" e “Manual de Organização de Provas de Tiro”; Professor de História da Educação Física da FGF; Coordenador do Curso de Educação Física da Faculdade da Grande Fortaleza.
ferreiraedu@terra.com.br
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