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COLUNAS DO TIRO
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OLHAR SOBRE O PAN
28/08/2007
XV Jogos Panamericanos Rio 2007.

Tantos sonhos, tanto esforço, sangue, suor e lágrimas, fizeram desde jogos umas das mais belas apresentações do Brasil em todos os tempos.

E o nosso Tiro! Pena que para os olhos dos leigos, da imprensa e até mesmo dos dirigentes e patrocinadores, muitas vezes só as medalhas interessam, só as fotos no pódio darão matérias e flashes que vão garantir algum retorno...Vale a aposta que muitos deles nem sabem que a munição que os atiradores importaram para treinar adquadamente para o Pan, não chegou...

Mas nosso amadorismo heróico nos trouxe boas surpresas e alegrias. As duas medalhas brilhantemente conquistadas no Tiro, uma pelo Fernando Cardoso, bronze no Tiro Rápido e outra pelo Julio Almeida, prata na Pistola de Ar, esta última ainda mais importante aos olhos “externos” pela vaga olímpica que assegurou e aliás que se registre, uma vaga muito justa por todo o retrospecto deste excelente atirador.

As provas do Tiro Esportivo tiveram lugar no monumental estande de Deodoro, padrão olímpico, de belas linhas arquitetônicas e com problemas proporcionais ao seu tamanho, desde a grande responsabilidade pela operação até as deficiências de projeto que foram contornadas na medida do possível, com todas as competições sendo realizadas a contento do ponto de vista técnico mas alguns “excessos” na extrema segurança e pouco “jogo de cintura” para questões simples e práticas.

E lá fomos nós encantados pelo magnífico evento que já se apresentava colossal pela extraordinária cerimônia de abertura no dia 13 de julho, uma sexta-feira que jamais será esquecida por quem pisou no gramado do Maracanã.

Seguem então alguns “destaques” destes jogos:

1 – Cerimônia de Abertura, onde desfilamos com aquela roupa de frentista de posto com chapéu da Octoberfest. O pessoal de Santa Cantarina já tem uso para esse chapéu.

2 – A enorme operação pra levar os atletas da Vila para o Maracanã e a inesquecível visão das pessoas acenando para os nossos atletas.

3 – Conforto e beleza na Vila Panamericana. O Brasil ocupou dois prédios e meio , os de cor vermelha, onde os apartamentos eram com quatro suítes e duas camas por suíte. Havia uma tv que só sintonizava um canal... Além da concreta beleza das instalações, também havia a beleza física traduzida em atletas esbajando saúde,sorrisos e atitude.

4 – A grandiosidade dos estandes! Alvos eletrônicos, arquibancadas, salas a mais salas de apoio, cantina e vestiários. Agora é esperar pra ver como nossos atiradores vão poder usufruir dele no futuro.

5 – Atirador está acostumado com “arquibancadas vazias” mas o que aconteceu com os ingressos tidos como “esgotados” até para o Tiro?

6 – Encontrar muitos atiradores no estande trabalhando como voluntários, foi muito bom e mesmo marcante para todos, que tiveram a chance de viver o Pan bem de perto.

7 – Ver as excelentes atuações dos nossos atiradores e vale citar além de nossos medalhistas naturalmente, resultados como os da Roberta Cabo e Cristina Badaró, as “garotas da AFA” na carabina de ar com 386 pontos as duas e a melhor atuação disparada do Brasil nesta modalidade em todos os tempos, apenas dois pontos abaixo do atual Recorde Brasileiro, sob a tremenda pressão desta prova, estreantes que são em Pans. Parabéns!

8 – Ver (e ajudar a manter) a “tradição” iniciada em Santo Domingo 2003 , repetindo a participação do Brasil com seus dois atiradores na final de Carabina de Ar Masculina, ambos marcando 586 pontos, destacando ainda a atuação do Aliseu Farias, que na final, saiu de sétimo para quinto lugar , ficando a 9 décimos de conquistar uma vaga para os jogos olímpicos. Parabéns!

9 – Sofrer com a bela atuação do Samuel Lopes na Carabina Deitado, onde na qualificatória , igualou o recorde brasileiro de 593 pontos entrando em quarto na final e tirando a diferença para o terceiro colocado do Canadá, até o último tiro quando os “Deuses do Esporte” resolveram empatar a contenda e levar os dois pro shoot-off... Pior que disputa de pênaltis, lá foram eles para mais um tiro...Pontuando melhor, o canadense retomou se lugar de bronze. Apesar de alguma tristeza, todos aplaudimos emocionados a atuação do Samuel, que se levantou sorridente e certo de que lutou até o fim e ainda de quebra batendo o recorde brasileiro com final. Parabéns!

10 – O acidente com o avião da TAM. A maior tragédia da aviação nacional, mancha a alegria dos jogos, esportistas de todas as Américas, competem de luto.

11 – Ajudar o Brasil ter sua melhor atuação de todos os tempos na carabina 3x40. 1135 pontos não foram suficientes pra entrar na final, mas além de ser o melhor resultado do Brasil em Pans, este resultado é MQS nunca antes feito por um Brasileiro.

12 – Ver o Julio Almeida (Prata na Pistola de Ar) e o Cardoso (Bronze no Tiro Rápido) defenderem suas posições nas finais e conquistarem duas medalhas para o Brasil, com direito a entrevista coletiva e apresentação na “Praça das Medalhas”, espaço montado nas areias de Copacabana para exibir os nossos medalhistas aos aplausos do povo.

Nossos atletas fizeram sua parte. O Pan no Brasil motivou toda a sorte de sacrifícios e investimento. Mesmo aqueles cujo desempenho possa ter ficado aquém do esperado, lá estavam por seus méritos e assim deve ser. Garantir a participação dos melhores atletas Brasil em grandes eventos é garantir que a chama do esporte nunca se apague. Em todas as modalidades.

Na cerimônia de encerramento, a bandeira da Odepa foi entregue ao prefeito de Guadalajara. A bela e histórica cidade mexicana nos aguarda em 2011. Vamos torcer para que o legado deste belíssimo Pan não se restrinja apenas às instalações de padrão olímpico, mas que o trabalho das entidades que governam nosso esporte e também o investimento sejam cada vez maiores e mais eficazes já que seguramente não é preciso pedir empenho aos nossos atletas, eles e só eles sabedores de seus sacrifícios.
por Fábio Coelho
Fabio Coelho é praticante do Tiro Olímpico de Carabina desde 1981. Foi membro da equipe brasileira de 1985 a 2008 tendo participado de várias competições internacionais com destaque para a inédita medalha de bronze na Carabina de Ar, conquistada nos Jogos Panamericanos de Santo Domingo, República Dominicana em 2003.
fcoelho@ig.com.br
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