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POSIÇÃO DE JOELHOS
04/02/2009
POSIÇÃO DE JOELHOS

A posição de joelhos possui uma menor área de apoio e um maior centro de gravidade do que a posição deitado, em consequência a “tomada de posição” de joelhos não é considerada estável. Entretanto, usando técnicas da posição e um condicionamento apropriado do corpo, o atirador terá uma posição confortável onde a carabina lhe parecerá estar “sem movimento” por um determinado tempo.

A posição superior do tronco de uma boa posição de joelhos lhe parecerá muito semelhante a da posição deitado. Isto se deve aos mesmos fundamentos que estão aplicados na posição de joelhos. Técnicas apropriadas requerem o uso correto do rolete na posição de joelhos. Quando utilizado adequadamente, o rolo de joelhos lhe proporcionará uma maior estabilidade, posição confortável e com o máximo de potencial para se obter resultados vencedores.

Recentemente, tem sido uma tendência os atiradores utilizarem a posição baixa de joelhos que lhes proporcionam um baixo centro de gravidade. Os resultados têm sido positivos com pontuações acima dos 390 pontos, não havendo quase diferença entre as pontuações obtidas nas posições deitado e de joelhos, salvo pelas condições meteorológicas do que a “tomada de posição” e a performance do atirador.

Chekpoints para a posição de joelhos

1) O uso do rolete de joelhos: o tamanho e a espessura ficam por conta da escolha dos atiradores. O rolete deve ser feito com material que permita ser comprimido ligeiramente, proporcionando conforto ao atirador. Não deve ser usada espuma de borracha na confecção do rolete, pois haverá muita compressão. O rolete deve ser largo o suficiente para aguentar o peso do atirador, mas suficientemente pequeno para permitir uma posição baixa. Um bom rolete é a chave para a construção de uma posição sólida de joelhos;

2) Ajoelhar-se voltado 15 a 30 graus para a direita do alvo;

3) A perna esquerda deverá ficar aproximadamente na vertical. Deve ser extendida ligeiramente para a frente da vertical ou recuada ligeiramente para trás da vertical, porém não deve ser inclinada lateralmente;

4) A perna direita deve formar um ângulo confortável (aproximadamente 45 graus) para a direita, proporcionando uma area de apoio triangular com a perna esquerda, o rolete e o joelho direito;

5) O pé direito deve ficar na vertical com a ponta do pé apontando ligeiramente para fora a ou para direita;

6) A base da coluna vertebral “descansa” sobre o calcanhar do pé direito. O atirador deve estar sentado com as duas nádegas mais sobre o fundo do calcanhar do que a parte detrás do tornozelo;

7) A coluna vertebral deve ficar na vertical, de forma relaxada e inclinada para frente. A coluna não deve ficar inclinada lateralmente;

8) É recomendado o uso da posição alta da bandoleira para se obter um melhor ângulo .

9) A extremidade da área chata do cotovelo esquerdo, que está ligeiramente extendido, deve “se encaixar” com a parte superior do joelho (rótula);

10) O braço esquerdo deve ficar ligeiramente à esquerda da carabina em sua extensão natural;

11) Inclinar a carabina ligeiramente para dentro da posição para permitir uma boa linha de visada. Isto possibilitará uma posição ereta da cabeça. O atirador deverá relaxar os músculos do pescoço, permitindo que a cabeça se mova ligeiramente para frente pressionando a coronha;

12) A maior parte do peso do atirador deverá ficar sobre o rolete de joelhos;

13) A mão esquerda deverá estar relaxada contra o “fore-en-stop”, com a carabina descansando contra o polegar e o talão da mão;

14) O braço direito deverá ficar relaxado com a mão confortavelmente empunhando o “pistol grip”. A única função do braço direito e da mão a de acionar o gatilho;

Assumindo a posição de joelhos

Antes de assumir a posição de joelhos, o atirador deverá afrouxar o cinto e a calça e desabotoar a parte de baixo do casaco de tiro. Isto permitirá maior liberdade às funções do corpo e conforto do atirador.

1) Colocar o rolete sobre o chão, observando o ângulo aproximado de 45 graus com a linha de tiro;

2) Coloque-se em pé atrás do rolete de joelhos voltado para o alvo. Gire 10 a 30 graus para a direita da linha de tiro;

3) Ajoelhe-se sobre o joelho direito, colocando o “peito do pé” sobre o rolete de tiro. O rolete deverá estar localizado ligeiramente próximo à ponta do pé mais do que em direção ao calcanhar. Isto permitirá que o atirador sente mais sobre as nádegas do que o calcanhar e o pé. O calcanhar deverá ficar centrado sobre as nádegas e colocado sob a base da coluna vertebral;

4) A ponta do pé direito deverá ficar contra o solo e girado ligeiramente (aproximadamente um cm) para o lado de fora ou para a direita. Este pequeno ajuste ajudará a reduzir o movimento lateral;

5) A perna direita é posicionada 35 a 45 graus para a direita da linha de tiro. O joelho direito faz um leve contato com o solo;

6) A perna esquerda não deve ter desvio lateral. Deverá ficar ligeiramente recuada ou avançada da vertical, qualquer uma das posições é aceita, proporcionando uma maior estabilidade e distribuição do peso;

7) Colocar o cotovelo esquerdo através do joelho esquerdo, com a ponta do cotovelo esquerdo (parte chata) levemente extendida sobre o joelho. O braço esquerdo extendido numa linha reta na direção do alvo. Não deve haver desvio desta linha reta do cotovelo ou do pulso. O atirador aponta naturalmente a sua mão esquerda para o alvo;

8) Uma vez que o corpo esteja corretamente alinhado, coloque a bandoleira na arma (recomenda-se a posição alta da bandoleira). Prenda a bandoleira na carabina, observando um comprimento apropriado de maneira que a bandoleira fique frouxa;

9) Reposicione o cotovelo esquerdo sobre o joelho esquerdo;

10) Mantenha o pulso esquerdo reto com a carabina descansando sobre o talão da mão e contra o polegar;

11) Coloque a carabina de encontro ao ombro, permitindo que a carabina incline naturalmente para dentro da posição;

12) A mão direita empunha a coronha com a tensão apenas suficiente, possibilitando um bom controle do gatilho. O braço direito deve estar relaxado;

13) Abaixar a cabeça diretamente sobre o “cheek piece” (coronha). A cabeça deverá ficar ligeiramente inclinada para frente, mas não deve ficar inclinada lateralmente;

14) Correr a mão esquerda para trás ou para frente ao longo do “fore end” até que a carabina esteja apontando naturalmente para o alvo. Mover o “fore-end-stop” para trás contra a mão esquerda e fixe-o;

15) Apertar a bandoleira até que a carabina esteja apoiada inteiramente pela bandoleira. O contato do ombro com a soleira/garfo deve ser firme;

16) Cheque o ponto natural de pontaria e faça pequenos ajustes que sejam necessários;

Refinamentos da Posição de joelhos

1) Os ajustes em elevação efetuados na posição são feitos pela mudança do comprimento da bandoleira. Extendendo o comprimento da bandoleira a arma abaixará as miras sobre o alvo. Se a carabina ficar “frouxa”no ombro o “fore-end-stop” deverá ser movido para frente (aumentando) em um cm para proporcionar mais contato. Movendo o “fore-end-stop” muito para frente, empurrará o ombro para trás e causará uma excessive pressão no local onde a soleira tem contato com o ombro;

2) Os ajustes laterais realizados para se obter o ponto natural de pontaria, deve ser feito girando a ponta do pé esquerdo na direção para onde o atirador deseja que o ponto de pontaria se mova;

3) A estabilidade pode ser conseguida por:

a) Maximizando o suporte ósseo do atirador e eliminando a tensão muscular (relaxamento consciente);

b) Relaxando o peso do corpo sobre o rolete de joelhos;

c) Posicionando confortavelmente a cabeça sobre o “cheek piece” (coronha) sem incliná-la lateralmente;

d) Posicionando o garfo ou a soleira consistentemente no ombro a cada disparo;

e) Assegurando que o atleta dispare fora de sua posição em oposto ao “através” a posição. Disparando “através” da posição é causado pela bandoleira estar muito apertada, uma excessive extensão do “fore-end-stop”, ou a abertura da soleira muito longa e todas causam uma pressão excessiva e forçam o ombro para trás.

Ajoelhar sobre o rolete – detalhes

Posição de joelhos – Vista de cima

Posição de Joelhos – Vista do lado direito

por Eduardo Ferreira
Recordista e campeão brasileiro de armas longas da CBTE e das Forças Armadas. Ex-vice-presidente da CBTE e da federação do DF, ex-presidente das federações do RJ e CE, e diretor das federações da PB e RS. Autor de "Arma Longa", "História do Tiro" e “Manual de Organização de Provas de Tiro”; Professor de História da Educação Física da FGF; Coordenador do Curso de Educação Física da Faculdade da Grande Fortaleza.
ferreiraedu@terra.com.br
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