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COLUNAS DO TIRO
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1897 - I CAMPEONATO MUNDIAL DE TIRO ESPORTIVO
31/07/2011
O Tiro Esportivo teve o seu aparecimento oficial durante os I Jogos Olímpicos de Atenas, em 1896, e prosseguiu na sua trajetória esportiva até se tornar o terceiro esporte olímpico mais importante. Isto se deve ao expressivo número de atiradores no mundo inteiro, a forte tradição histórica e a longevidade de participações nos Jogos. Para se ter uma idéia da força do Tiro Esportivo, atualmente são disputadas 15 medalhas de ouro nos Jogos Olímpicos.

Além da presença marcante do Tiro nos Jogos, a ISSF mantém uma intensa e variada programação internacional divulgando o esporte em mais de 100 países. Há 114 anos, na cidade de Lyon, na França, a Federação Francesa de Tiro, uma das fundadoras do esporte, promoveu o I Campeonato Mundial de Tiro dando prosseguimento à obra do Barão de Coubertin, antigo atirador e dirigente dessa entidade que incluiu a modalidade nos Jogos, tornando o Tiro como uma das mais conhecidas disciplinas olímpica. Naquele campeonato, cinco provas foram disputadas: fuzil livre (200m), fuzil livre (300m), fuzil deitado, fuzil em pé e fuzil de joelhos, tornando-se as modalidades mais antigas do esporte.

Os Campeonatos Mundiais eram inicialmente realizados anualmente, desde 1897 até 1914 quando foi deflagrada a I Grande Guerra Mundial, interrompendo todas as atividades esportivas. Convém ressaltar que o Tiro foi muitas vezes confundido por parte da sociedade como uma atividade militar, em face da importância que os governos emprestavam à modalidade. No entanto o Tiro Esportivo superou esse preconceito e descriminação por parte dos intelectuais da época e o Tiro prosseguiu em sua vitoriosa caminhada.

Em 1921, quando foi restabelecida a paz, retornaram as atividades da UIT e os campeonatos foram conduzidos até 1925. Em 1926 não houve o evento. Em 1927 os eventos prosseguiram até 1933, quando os campeonatos foram reprogramados a cada dois anos, sendo disputados de 1933 até 1939, quando a guerra mais uma vez, paralisou a programação. Os campeonatos foram retomados em 1947 prosseguindo a cada dois anos até 1952 quando foi programado juntamente com os Jogos Olímpicos de Helsinki.

Desde 1954, os campeonatos são realizados a cada quatro anos, intercalando-se com os Jogos Olímpicos a cada dois anos. Para suprir esse período sem grandes eventos, foram inseridas as copas mundiais que são organizadas anualmente, proporcionando ao atirador uma consistente agenda de competições. No Brasil, ainda contamos com os Jogos Pan-americanos que antecedem os Jogos Olímpicos e Campeonatos Sul-Americanos e/ou Torneios Coronel Hugo de Sá Campello Filho.

O Brasil teve algumas boas apresentações com os nossos atiradores se destacando nos Mundiais, como o atirador do Fluminense e campeão brasileiro Harvey Dias Villela, terceiro lugar na prova de fuzil militar no campeonato disputado em 1949, em Buenos Aires, e mais recentemente, o atirador Júlio de Almeida que obteve a medalha de prata em fogo central, bronze em pistola standard e a equipe brasileira de fogo central composta pelos militares Júlio Almeida, Emerson Duarte e José Carlos Iengo, vencedora da prova no Campeonato Mundial de Munique, realizada no ano passado.

tabela

Observações:

(1) As primeira modalidades disputadas foram fuzil 3 posições e pistola livre, sendo que cada posição era premiada separadamente.

(2) A inclusão do fuzil militar, que no Brasil era chamado de “fuzil de guerra”. Mais tarde, em 1947 passou a se chamar fuzil standard.

(3) Em 1929 a inclusão das provas de carabina 50m 3 posições por equipe e da fossa.

(4) Neste ano a modalidade do tiro rápido foi incluída no programa de provas.

(5) A partir deste ano as provas de carabina deitado (60), fossa e skeet, e fogo central foram incluídas no programa.

(6) Inclusão da prova de carabina três posições para damas.

(7) Inclusão das provas de pistola sport, carabina standard, carabina deitado, carabina e pistola de ar comprimido com 40 tiros.

(8) Inclusão das provas de fossa e skeet feminino e alvo móvel 50m.

(9) Inclusão das provas de Alvo Móvel 1º e 50 metros.

Durante todo esse período também foram realizados campeonatos mundiais do tiro ao prato, em conjunto com as provas de tiro à bala ou isoladamente, conforme as instalações.
por Eduardo Ferreira
Recordista e campeão brasileiro de armas longas da CBTE e das Forças Armadas. Ex-vice-presidente da CBTE e da federação do DF, ex-presidente das federações do RJ e CE, e diretor das federações da PB e RS. Autor de "Arma Longa", "História do Tiro" e “Manual de Organização de Provas de Tiro”; Professor de História da Educação Física da FGF; Coordenador do Curso de Educação Física da Faculdade da Grande Fortaleza.
ferreiraedu@terra.com.br
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