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DIRETOR TÉCNICO DE UM CLUBE
DIRETOR-TÉCNICO DE UM CLUBE

Todo jovem iniciante que chega a um clube de tiro deveria ser motivo de preocupação da diretoria em recebê-lo bem e tentar transformá-lo logo em um atirador. Quantos sócios um clube perde em um ano, por não ter alguém qualificado que possa dar a devida atenção e orientação ao novato. É sabido que sem renovação e com o envelhecimento do quadro de atiradores, o esporte acaba tropeçando até desaparecer por completo. Quem perde com isso é o Tiro.

Muito se comenta das funções de um diretor-técnico de clube, ou mesmo de uma federação, porém a sua missão mais importante consiste basicamente na formação e no acompanhamento técnico do atirador iniciante. Sabemos que no Brasil existem pouquíssimos técnicos com a capacidade de ensinar os fundamentos do Tiro e de desenvolver uma programação técnica de um jovem atirador. No entanto, se faltam técnicos uma saída seria convocar o diretor-técnico ou outros atiradores da federação ou do clube, com experiência para dar uma ajuda neste sentido.

Utilizando uma frase muito usada nos filmes de motivação de Qualidade Total, que “até um filhote de águia necessita de um empurrãozinho (estímulo) da mãe para se lançar no espaço vazio e assim realizar o seu primeiro vôo”, no Tiro isso também não seria diferente. Esse “empurrãozinho” poderia ser dado pelo diretor-técnico que normalmente é uma pessoa escolhida pela presidência por ter um perfil de vivência no esporte, que reúne grande bagagem técnica e com tempo disponível para se dedicar ao ensino do tiro. Não esquecer que o tato para lidar com pessoas também é primordial para o sucesso da função, devendo haver uma boa interação entre o instrutor e o aluno para que a aprendizagem funcione da melhor forma possível.

Mas como o clube poderia dar este suporte àqueles que desejam começar no esporte? Que “dicas” seriam interessantes para repassar ao iniciante? Há várias maneiras de começar este trabalho, porém acho que o caminho mais fácil para atingir esses objetivos seria através de uma boa palestra, com temas devidamente selecionados, direcionada a um grupo de juniores e iniciantes. Com certeza muitas dúvidas poderiam ser eliminadas nesta palestra antes do iniciante se dirigir ao estande.

A montagem dos assuntos da palestra (power point) deve ser cuidadosamente preparada com slides selecionados, contendo textos reduzidos e fotos dos armamentos utilizados e das modalidades. Vejamos quais seriam os temas a serem abordados pelo diretor-técnico em sua palestra, como por exemplo:

1º Inicialmente seria conveniente falar sobre segurança citando e exemplificando as normas a serem seguidas e os cuidados que se devem ter com as armas;

2º Apresentação de todas as modalidades disputadas: olímpicas, ISSF e provas especiais;

3º Caso seja possível, montar sobre uma mesa vários tipos de armas dispostas e ordenadas em armas curtas, longas e as espingardas do tiro ao prato;

4º Mostrar o longo caminho que um atleta terá que percorrer para se tornar um vencedor.

5º Apresentar fotos dos melhores atiradores do clube ou da federação na posição de tiro, comentando sobre suas performances;

6º Apresentar um filme da ISSF, com atiradores participando das provas qualificatórias e finais;

7º Reservar tempo para responder as dúvidas dos juniores e iniciantes.

Se na primeira palestra foram abordados aspectos positivos que possam despertar interesse dos iniciantes para o esporte, na palestra seguinte, o diretor poderá falar sobre legislação e finalmente entrar na parte técnica, utilizando slides e filmes:

1º Apresentação dos Fundamentos Técnicos (arma curta e longa);

2º Comentar como deve ser o comportamento do atirador no estande;

3º Apresentar os erros mais comuns cometidos pelo iniciante e os meios de combatê-los;

4º. Falar da importância da preparação física e psicológica;

4º Comentário sobre o desenvolvimento da parte prática;

5º Procurar saber do iniciante que arma ele irá escolher para praticar o esporte e orientá-lo nesta escolha.

Após essas duas palestras o diretor-técnico poderá passar a parte prática, observando e corrigindo o desenvolvimento técnico do atirador junior e o iniciante no estande. Após isso, retornar à sala onde foi realizada a palestra para corrigir os erros e passar um programa de treinamento.

O apoio técnico recebido de um atirador com experiência ou de um diretor-técnico do clube, certamente irá encurtar o caminho do iniciante na aprendizagem do Tiro e acelerar o processo da formação de atiradores. Assim, o clube ou federação deverá contar com a participação do diretor-técnico, pois ele é obviamente o responsável pela formação do quadro de atletas do clube e consequentemente encarregado da sua renovação.

O atirador iniciante deverá decidir-se sobre qual a modalidade irá praticar. Motivo? As armas olímpicas são muito caras e a compra indevida ou imprópria de um tipo de armamento poderá ter um efeito desestimulador para o principiante pela falta de adaptação àquela modalidade inicialmente escolhida. Quanto tempo se perdeu aí na troca de arma?

Acredito que dessa maneira o diretor-técnico estará realmente desempenhando o seu papel, contribuindo para a orientação do júnior e do iniciante no começo de sua carreira desportiva.

Instrutores Credenciados Wir Equipamentos Gregory Armeiro Camping & Cia Paula Carvalho - Avaliação Psicológica
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