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O TIRO ESPORTIVO EM 1914
1. Grande Guerra Mundial

O ano de 1914 foi marcado pelo início da I Grande Guerra Mundial em 28 de julho, envolvendo vários países da Europa em um conflito sangrento que vitimou mais de nove milhões de pessoas. A guerra se estenderia até 11 de novembro de 1918 e provocou uma grande mudança no mapa da Europa, com o desaparecimento de quatro grandes impérios, e que teve muitas cidades arrasadas, casos de epidemias, miséria e a fome que se espalhou e dizimou pessoas e animais.

Um pouco antes do início desse conflito, a União Internacional de Tiro (UIT), entidade máxima do Tiro naquela época, organizou o 19º Campeonato Mundial na cidade vienense de Viborg. Não obstante a realização desse grande encontro desportivo, vários atletas acabaram sendo arrastados para a guerra e tiveram que pegar em armas para a defesa de seus países.

Ocorreram casos em que atiradores que haviam participado das competições esportivas com suas equipes, estavam agora em lados opostos não mais como adversários, mas como inimigos. Os Jogos Olímpicos de 1916, previstos para serem organizados em Berlim, acabariam sendo cancelados pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), devido à continuidade da guerra que terminou com a vitória dos aliados em 1918.

Acompanharemos os principais acontecimentos e resultados do Tiro Esportivo nesse ano de 1914, tanto no Brasil como também no mundo. Resultados do 19º Campeonato Mundial, disputado no verão da Áustria:

VEJA AO LADO A TABELA 1

2. Tiro no Brasil

No Brasil, o Tiro Esportivo que já existia há alguns anos, desde 1909, e contava com vários atiradores filiados à Confederação do Tiro Brasileiro (CTB), órgão responsável pelo Tiro Nacional e ligado ao Estado-Maior do Exército Brasileiro. As provas de revólver e fuzil de guerra dos campeonatos brasileiros eram normalmente disputadas aos domingos no antigo estande de tiro do Exército na Vila Militar, remodelado e ampliado em 1917. Outro local usado para as provas de tiro era a antiga e rústica linha de tiro da Quinta da Boa Vista onde eram realizados os campeonatos cariocas da época.

Devido à grande distância em que se encontrava a Vila Militar do centro da cidade do Rio de Janeiro, com as dificuldades inerentes ao transporte, o atirador tinha que superar todos os obstáculos para participar das provas de tiro. Teria que acordar muito cedo, enfrentar a longa e cansativa viagem de trem da Central do Brasil até a estação de Deodoro.

O atirador de arma longa era o mais sacrificado, pois tinha que carregar ainda o fuzil Mauser 7 mm, envolto por uma capa protetora às costas, mais luneta, funil para refrescar o cano com água, material de limpeza e alimento, em face da precariedade do lugar para encontrar refeição, todas essas providências faziam parte da rotina do atirador de arma longa da época.

As provas eram reduzidas e com poucas séries para competir. A munição e os fuzis Mauser, ano 1908 ou 1935, eram cedidos pelo Exército aos atiradores e recolhidos após as provas. Os marcadores eram recrutas do Exército devidamente instruídos por um sargento para auxiliarem na marcação dos alvos na trincheira.

Nesse ano, o Campeonato Brasileiro, promovido pela Confederação do Tiro Brasileiro, foi realizado pela primeira vez no recém-inaugurado estande do “Revólver Club”, situado na Lagoa Rodrigo de Freitas – Rio de Janeiro.

O vencedor da prova de revólver 50m – 40 tiros foi o 2º tenente Guilherme Paraense, que também havia vencido no ano passado.

O Campeonato da Cidade do Rio de Janeiro (Carioca), realizado no antigo estande da Quinta da Boa Vista, promovido pela CTB teve os seguintes destaques:

VEJA AO LADO A TABELA 2

3. Inauguração do Revólver Club

Outra data importante para o Tiro Nacional foi a inauguração do clube de tiro “Revólver Club”, em 15 de maio de 1914, obra construída por iniciativa do grande desportista e campeão de tiro Dr. Alberto David Pereira Braga, bisavô do jovem atirador do Rio de Janeiro Andrey Feinstein Braga. O clube estava localizado na Rua da Fonte da Saudade, no bairro da Lagoa Rodrigo de Freitas e possuía duas linhas de tiro a 25 e 50 metros.

O terreno do estande era um sítio que pertencia ao próprio Braga, atirador que havia representado o Brasil em 1910, em Buenos Aires, no Aniversário de 100 anos comemorativos da Independência da Argentina O Braga não só cedeu o terreno, mas também custeou a construção do estande de tiro. De linhas sóbrias, com apenas oito “boxes”, o primeiro estande de clube construído Brasil seguiu o modelo europeu, com um piso superior utilizado para observar o andamento da prova sem incomodar os competidores. O para-balas estava situado no sopé do Morro do Corcovado e não oferecia perigo aos transeuntes.

As características do estande e do clube foram muito bem descritas por um interessante artigo do “jornal dos sports” da época, sobre a fundação do clube:

“A situação da sede social, além de aprazível é apropriada para o tiro, pois na parte final da linha de tiro é fechado um pára balas natural”. A construção do stand é de estilo moderno, proporcionando aos freqüentadores excelente conforto. A linha de tiro, além de optimo aspecto, presta-se perfeitamente ao tiro, pelas obras nellas effectuadas, resultando a máxima segurança e commodidade aos atiradores, durante os exercícios.

Nas trincheiras abrigo estão dispostas, em aperfeiçoados apparelhos, nove alvos que funcionam com rapidez extraordinária, auxiliados pela installação electrica. Havia também um alvo a 15 metros para aprendizes, quatro a 25 e igual número a 50 metros, para atiradores classificados.

“Além dos estatutos que regem o Club, está em organização um regimento interno”.

“A 15 de maio, foi eleita a seguinte directoria, em Assembleia geral:

Presidente: Major Bernardo de Oliveira

Vice-presidente: Eugênio George

1º Secretário: Gabriel Nicolaus

2º Secretário: Aspirante Guilherme Paraense

Diretor de tiro: 1º. Tenente Arthur Baptista Oliveira

1º. Tesoureiro: Alberto Pereira Braga

2º. Tesoureiro: Rodolpho Konding”

“Em assembléia geral foram aclamados sócios beneméritos os srs Alberto Pereira Braga e Arthur Baptista de Oliveira, pelos relevantes e extraordinários serviços prestados ao club, desde a sua organização”.

4. Primeira prova do estande

A 21 de junho o estande foi inaugurado oficialmente com a presença de altas autoridades civis e militares, sendo convidado o Presidente da República Marechal Hermes da Fonseca, grande incentivador do Tiro, e parte do seu ministério. A organização das provas atendeu às diversas categorias de atiradores, conforme o programa abaixo descrito pelo jornal da época:

“O concurso inaugural obedecerá ao seguinte programma: Prova Atiradores – Mestres – alvo internacional - distância – 50 metros

disparos – 30 em tres series

1) Atiradores de 1ª classe – alvos c.c. no. 1

distancia – 50 metros

disparos - 18 em três series

2) Atiradores de 2ª classe – alvos c.c. no. 1

distancia – 25 metros

disparos – 18 em três series

3) Atiradores de 3ª classe – alvos c.c. no.1

distancia - 25 metros

disparos – 12 em duas series

“O “Revólver Club” representou muito mais do que um clube de tiro grã-fino, instalado em área aprazível do Rio de Janeiro, significou a consolidação do esporte e o seu reconhecimento pelas autoridades civis e militares, além do próprio Governo Federal. Em 1919 o Revólver Club foi extinto. Possivelmente a maior dificuldade da época tivesse sido o número reduzido de boas armas de competição, que ficavam por conta daqueles atiradores que tiveram a oportunidade de adquiri-las no exterior a preços elevados”.

Campeonato Interno do Revólver Club em 1914, foi dividido em três categorias:

VEJA AO LADO A TABELA 3

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