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COLUNAS DO TIRO
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METAS E ZONA DE CONFORTO
21/08/2014
Mais comum do que parece, resultados altos obtidos subitamente viram o “padrão” do atirador em seu discurso otimista e alto indulgente. Isto é comum, frequente, natural. Mas não é um “approach” sensato e vou tentar explicar por que.

Empolgação? OK!

Otimismo? OK!

Positivismo? Ok!

Ambição? Ok!

Pé no chão? Agora sim. Vamos lá.

Quem quer ser um milionário? Tem um filme com esse nome. Conta a história de um garoto pobre que foi num show de perguntas e respostas que ele venceu apesar da desconfiança e incredulidade de todos. Acharam até que ele trapaceava, mas simplesmente o que havia era uma história de vida que casou com as esdrúxulas perguntas que lhe eram feitas e ele faturou seu prêmio.

E aí? Ganhou este. Ganharia outros? Dificilmente. Mas o que ele tem que não pode ser mudado? Sua história de vida.

Um atirador esportivo que gosta de competir, depara-se com a prova fria que infelizmente é a única que a grande maioria das pessoas percebe. O resultado.

Uma conta. Uma soma de pontos. Fria. Implacável. Mas é cercada de drama. Pois trata-se de um resultado esportivo e com ele uma série eventos internos e externos afetam o atirador de várias formas. Para o bem e para o mal.

Nossa sociedade maniqueísta infelizmente polariza a vida entre o certo e o errado, o tudo ou nada, o bom ou mal, o religioso e o ateu, o ouro ou a derrota. Então programam nossas mentes a acreditar nisso e fazem-nos julgar os outros e nós mesmos de acordo com estes conceitos que em nada contribuem para o desenvolvimento pessoal e esportivo de quem acredita que o esporte vai muito além das medalhas e do reconhecimento que se obtém.

Na hora de se estabelecerem metas esportivas (ou mesmo de vida) colocamos por vezes nosso foco em desejos genuínos de excelência mas também em desejos destrutivos que especialmente no caso do Tiro Esportivo, viram-se facilmente contra nós mesmos.

Ganhar é bom! É ótimo! Vicia! Mas também pode destruir o que há de melhor dentro nós, se o foco de nossa realização for a diminuição do outro, é achar que “merece” só pelo fato de se sentir superior aos adversários, por que os mesmos são os “malvados”, os “esquisitos”, ou mesmo pela mais pueril e estúpida rivalidade cega proveniente da alma de torcedor fanático de futebol, onde seu “time” é tudo e o outro é nada.

Infelizmente estas pressões “sociais” só atrapalham a vida do atirador que possui uma verdadeira e desprendida alma de verdadeiro desportista.

Isto então afeta sobremaneira a forma como se encaram nossas metas esportivas. É preciso então criar as condições de lograrmos nossos objetivos, de forma que não sejamos abatidos pelos ricochetes da soberba.

Não raro então, vemos nas linhas de Tiro, os atletas geralmente circunspectos, focados, falando pouco, imersos em seus processos na tentativa de se blindar do espiritismo de porco externo e dos próprios conflitos internos. Nesta hora o atirador percebe claramente quem tem verdadeiro espirito esportivo simplesmente pela forma como se dirigem a ele.

Metas, objetivos, resultados, eventos, medalhas. Como é isso? E vem a pergunta perigosa: Qual o caminho mais curto?

Tem quem creia que é menosprezar, desdenhar, pisar, sabotar o adversário. Tem quem creia que é adular dirigentes, subornar ou até mesmo se dopar.

Mas felizmente existem os que acreditam que o caminho é treinar sério, treinar duro, treinar muito para evoluir Tecnicamente, fisicamente, mentalmente, emocionalmente, espiritualmente. A estes últimos, todos os louvores e votos de sucesso. É a eles reservado o “céu” pelos deuses do esporte, independente do ouro olímpico.

Toda esta introdução tem o objetivo de ajudar a contextualizar o fato de que nossa maneira de encarar e de agir tem relação direta com a forma como estabelecemos nossas metas, com todas influências externas e internas a que estamos sujeitos.

Existem vários tipos de metas. Desde participar em um determinado evento, fazer um determinado resultado, ganhar a medalha do clube ou o ouro olímpico.

Mas aqui faço uma distinção: Existem metas que dependem diretamente da performance do atirador, o que passarei a chamar de Metas Diretas. Existem também metas que dependem da atuação dos “adversários”, o que chamo então de Metas Indiretas.

Fazer 550, 580, 595 na Carabina ou Pistola de Ar Olímpica, 295 na Carabina de Mira Aberta de ar? 19, 20 silhuetas metálicas, Comprar uma arma nova, um SCATT... Isto são Metas Diretas. Dependem da ação do atirador.

Vencer uma prova do clube, ganhar o ouro, participar dos Jogos Olímpicos, do Campeonato Mundial, dos Jogos Panamericanos, Subir no Ranking. Isto são metas indiretas porque dependem da atuação dos demais atiradores, ou seja, você pode fazer de tudo menos impedir que alguém atire melhor do que você...

Fica claro então que o único jeito de conseguir metas indiretas é fazer com que sua performance seja capaz de superar o grupo que está disputando com você estas mesmas metas indiretas. Isto só é possível trabalhando corretamente suas metas diretas.

Aí vamos para estande de tiro crendo que um dia vai encaixar tudo tão certo que 595 pontos ou quem sabe 600 vão acontecer sem dúvida. Que vamos “descobrir” a posição perfeita...

Bom , se você já está fazendo corriqueiramente este resultado, já sabe o que teve que trabalhar para chegar ali e que não existe o tal “descobrir a posição perfeita”. Neste alto nível, já estará muito calejado de suas ilusões.

Voltando ao mundo “normal”, fica evidenciado que este pensamento ilusório de conseguir um milagre de filme choraminguento da Sessão da Tarde, só cria uma barreira que por impossível de saltar, embota o verdadeiro espírito de superação que o atleta deve cultivar passo a passo, até porque não basta ser capaz tecnicamente de um resultado. É preciso estar mentalmente confortável com ele, assunto que trataremos mais adiante.

A palavra chave é: Pragmatismo. Quando o atirador aprende a conhecer-se e entende todo o esforço que precisa ser empregado para seu aprimoramento, vai saber canalizar seus esforços de forma produtiva em busca dos seus objetivos, sem se deixar abater por um revés ou se deixar levar pelo devaneio do sucesso fácil. Então é preciso saber tratar nossos resultados!

Um determinado atirador, num determinado momento de sua vida possui um “nível” que é determinado por sua experiência, aptidão física, condições de saúde e o que conseguiu conquistar em termos técnicos. Observe-se que não estamos falando de um resultado isolado, mas de um conjunto de resultados que expressam o que o atirador é capaz de produzir num determinado momento.

Resultados isolados, os “pontos fora da curva” precisam ser identificados e excluídos ao se traçar metas. Isto parece fácil, mas não é. Um resultado muito fraco é facilmente rejeitado por nossa auto-indulgência e esquecemos de registrar o porque que o mesmo ocorreu. Um resultado excepcionalmente alto nos enche de orgulho e achamos que a “fórmula mágica” vai se repetir e também não registramos o porquê do mesmo, mas adoramos pensar que já “levantamos a barra” naquela altura.

E o Resultado é implacável. É o que o público percebe. É o que te permite ganhar sua sonhada medalha... Não há “campeões morais” no Tiro, do jeito como nos esportes onde o confronto por vezes revela toda uma performance melhor de um lado mas a imponderabilidade e a sorte trazem a vitória para o outro lado que não atuou tão bem assim, ou só ficou na defesa, ou fugiu da luta...

Dolorosamente, o Resultado de uma prova de Tiro por vezes nos devasta internamente, justamente pela falta de planejamento e maturidade no estabelecimento de metas realistas.

Estabelecer metas diretas torna-se fundamental para um desenvolvimento contínuo, duradouro e sadio das habilidades técnicas e mentais que vão levar ao “nível” que permita que efetivamente exista a chance de vitória no confronto com os adversários.

Como definir então metas diretas realistas?

Inicialmente, o atirador precisa ter consciência que a evolução dos seus resultados passa por um processo mental de assimilação que os livros sobre psicologia desportiva chamam de “Zona de Conforto”. A ZC é que define o seu nível. A ZC é a faixa de esforço e de resultados que nosso cérebro trata com mais “pragmatismo”. Um resultado acima da ZC, geralmente vem acompanhado da ansiedade que leva o atirador a perder o foco no que importa. Isto porque não está preparado mentalmente para lidar com esta situação. Tudo o que vem com uma performance acima de nossa ZC deve ser assimilado e aprendido. As repetições da situação é que vão programar o cérebro e permitir que a ansiedade permaneça baixa e seja possível manter o foco no que foi efetivamente aprendido.

É comum ver nos mais variados esportes: O atleta “travou”, chorou fora de hora, foi “queimado” pelo técnico ou empresário...Isto em última análise é a exposição do atleta precocemente a um desafio que não estava preparado para suportar. Além da sua ZC. O estresse provocado tira o atleta de ação e pior, pode “danificá-lo” por muito tempo e até irreparavelmente.

Entra aí o papel fundamental de bons mentores e técnicos ao conversar com seus atletas e orientá-los adequadamente para que galguem no devido tempo e sadiamente os degraus mais altos da escada da performance.

Trabalhar a ambição e até mesmo a falta dela num atleta com evidente potencial é uma missão que não pode ser subestimada, principalmente no início da carreira e com atiradores muito jovens que além de pouca experiência esportiva, têm pouca experiência de vida.

Inicialmente, após os primeiros treinos, um atirador deve ser orientado a apenas aprender o básico de sua modalidade e ganhar condicionamento adequado. Então vem o desejo de participar de competições...E aí mora...a maior oportunidade do atirador aprender!

No clube, ele faz treinos e eventualmente mede seus resultados... 500, depois 510, no outro dia 520 , 480, 529. Começa a conviver com a alegria e a decepção...não compreende ainda os mecanismos mentais que influenciam seus treinos.

Resolve participar de uma competição... Fiz 529 no treino - pensa. Mas não sabe o que fazer na competição. Que meta escolher... já entra na prova perdido. Desnecessariamente.

Assumindo que vai competir numa prova interna do seu clube, interna ou até um “Estadual”. Faz 530 pontos. Está contente? Talvez. Fez 530 mas seu”adversário” fez 531 e levou o bronze... Pronto. Fez o seu melhor resultado até agora mas sofre por ter ficado sem medalha...Desvia totalmente o foco do que importa. Tivesse feito 510, pensaria...”Bem, é isto que faço nos treinos” e estaria mais tranquilo, só pensando em treinar mais para poder superar os 531 do colega...

Ou de outro lado, pontua magros 460 pontos...”Não sirvo para isso...” Vem o desânimo...que por vezes pode até fazê-lo desistir.

Tivesse sido bem trabalhado no treino, com orientação adequada, saberia que o melhor processo de assimilação e evolução nos resultados é estabelecer metas realistas.

Metas realistas são as que provocam no atirador um sentimento de que é perfeitamente possível repetir o que já fez e aprendeu, mas dentro do maior patamar possível, já que é preciso sempre ter em mente é preciso esforçar-se bastante, mas que este esforço esta dentro de sua capacidade.

Então temos o mesmo atirador consultando sua agenda ainda sem muitos valores de referência...500, 510, 520, 480, 529. Um técnico responsável saberia identificar os “pontos fora da curva” e retiraria os resultado mais alto e mais baixo, ficando com 500 e 510 e 520... será que são muito fracos? Sejamos prudentes. Vamos com CALMA. Os números que estão na mesa...500, 510 e 520... então fazemos o seguinte: A meta deste atirador para sua primeira prova será na casa dos 510 pontos. A média dos resultados retirando os pontos fora da curva.

Conversa então com o atirador. Explica-lhe o critério. Conciso, prático, sem “intuições”. É um número possível de ser repetido. Explica-lhe em seguida que a prova que se avizinha é para testar o que foi aprendido até agora. O atirador então já vai muito mais focado na sua missão.

E justamente por ter uma meta realista, saberá confrontar seu resultado com ela e tirar conclusões práticas e que serão anotadas no seu diário para consulta futura e avaliação de seus treinamentos e posturas diante da competição.

Claro que pode existir outros critérios, outra formas e calcular. O que se defende aqui é que o atirador não fique cego por resultados eventualmente conquistados, mas que ainda estão fora de sua média consistente de resultados. Enganar a si mesmo ao estabelecer metas diretas é um erro de auto avaliação que vai resultar em perda preciosa de foco e de tempo.

Assim por diante, chega um momento que em que a grande quantidade de resultados começa a formar um retrato melhor do nível do atirador e já é possível filtrar resultados dos testes mais difíceis e recentes. Uma média móvel que considera um determinado período de tempo para trás. Em geral passam a contar somente os resultados de provas para o estabelecimento de metas, já que treino não tem de longe o mesmo peso. O atirador já se conhece melhor.

Mas vem as armadilhas...Um grande resultado (ponto fora da curva) que influência a autoestima de forma errada e vira “média”na cabeça do atirador... Uma medalha ganha com resultado fraco...Uma medalha ganha mais por erros de adversários sabidamente mais fortes e preparados. Um longo período de vitórias seguidas por falta de adversários do mesmo nível ou melhores.

Do outro lado um resultado excelente que não resulta “em nada” aos olhos do público ou mesmo num ranking pois vários outros atiraram muito melhor e ficaram melhor classificados...e vem uma decepção mesmo tendo feito o melhor resultado da vida.

Perceber estas armadilhas a tempo evita a perda de foco. Técnicos e Mentores tem papel fundamental aqui, percebendo a situação e orientando o atleta.

Quando se estabelecem metas diretas, elas devem ser o foco exclusivo a ser perseguido. É menos doloroso “perder” assim. Em contrapartida, o atirador fica mais pragmático e sereno diante de uma medalha que ganhou, pois seu foco está no seu trabalho em evoluir tecnicamente e mentalmente para enfrentar desafios cada vez maiores.

Metas que começam a coincidir com resultados dos oponentes, vão levar o atirador a experimentar o gosto a vitória e o desgosto da derrota. Vivenciar ambas as situações são um excelente exercício para calejar nossa Zona de Conforto.

Vencer e perder são muito objetivos para o público. Mas para o atirador podem ser muito subjetivas. “O importante é competir”. “ A caminhada é mais importante que o destino”. Muito bonito filosoficamente, mas mesmo assim, é preciso aprender a vencer e a perder, pois o atirador será invariavelmente confrontado com estas situações.

Um planejamento bem feito e a luta determinada em conseguir estas metas por mais “aparentemente” fáceis que possam parecer, vai preenchendo o armário de experiências do atirador que gradativamente vai “levantando a barra” de sua Zona de Conforto, traçando um caminho bem mais consistente e sólido para desafios cada vez maiores, só que sem sobressaltos, sem traumas.

Isto em geral leva tempo. Resultados vêm com o tempo. Encurtar o caminho é planejar e executar. O atirador de competição aprender desde cedo que deve treinar dando o máximo de si e não apenas ir no estande para dar uns tiros e ver o que acontece.

As metas diretas vão aumentando conforme a percepção de que os resultados maiores estão assimilados e dentro da ZC do atirador. O cuidado então é para a performance não estagnar. O problema que surge passa a ser o volume e intensidade de treinos que são necessários em relação ao nível que se atinge.

Num exemplo simples, digamos que para um atirador de Carabina de Ar fazer 570 pontos, treinou dois anos, atirando duas vezes por semana. Para fazer 580 terá que treinar mais dois anos, só que atirando 4 vezes por semana e chegar nos 590 precisará de mais três anos atirando 6 vezes por semana...ou seja, quanto maior o resultado, mais volume e intensidade de treino serão necessários para obtê-los e mantê-los.

Então avaliar a estrutura disponível, as disponibilidades e tempo e recursos são parte do planejamento para que se atinjam as metas pretendidas.

Se o atleta fosse um Michael Pelps, um Usain Bolt do Tiro Esportivo, quem sabe poderia ter algum sucesso com menos esforço contra a maioria de seus adversários, mas na vida real de 99% do atiradores não pode ser iludir que vai fazer 597 pontos treinando 2 vezes por semana. Muito menos ter a faixa 595-598 na sua Zona de Conforto. E estejam certos que os dois atletas citados treinaram muito. Muito mesmo.

Seja qual for a ambição, é preciso coloca-la em perspectiva e avaliar o caminho que precisa ser percorrido de forma a percorrê-lo com consistência. Atirar consciente das próprias forças e fraquezas é um dos grandes prazeres que o esporte proporciona, independente do seu “nível”.

Nenhuma superestrutura vai garantir o sucesso sem que o atirador trabalhe determinadamente na execução do seu planejamento. As metas realistas são parte fundamental deste processo.

Quando falamos de planejamento, outra questão sobre as metas surge: Também é preciso estabelecer metas de médio e longo prazo. Um horizonte de 4 anos (o ciclo olímpico) é muito utilizada. Mas é um planejamento e como tal sujeito a mudanças e ajustes e choques de realidade de acordo com os acontecimentos. Em geral é aqui que algumas metas indiretas são a “cenoura na ponta da vara” e onde é possível ver quais as metas diretas que são necessárias para lograr seus objetivos.

O que quero alcançar daqui a 4 anos? Tenho tempo para treinar para este patamar? Tenho recursos (humanos, financeiros) para bancar este treinamento? Eu realmente quero isto? Estou disposto a encarar isto? Sonhos são postos, respostas são mais ou menos vagas, mas é preciso sonhar alto neste ponto. Com as respostas obtidas, o replanejamento vai sendo feito e as repostas vão ficando mais precisas, resultando num caminho bem delineado a ser percorrido, que já deixa o atirador em muito mais vantagem contra os que não se convencem da necessidade deste trabalho.
por Fábio Coelho
Fabio Coelho é praticante do Tiro Olímpico de Carabina desde 1981. Foi membro da equipe brasileira de 1985 a 2008 tendo participado de várias competições internacionais com destaque para a inédita medalha de bronze na Carabina de Ar, conquistada nos Jogos Panamericanos de Santo Domingo, República Dominicana em 2003.
fcoelho@ig.com.br
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